{"id":468,"date":"2018-07-05T03:04:01","date_gmt":"2018-07-05T03:04:01","guid":{"rendered":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/?p=468"},"modified":"2018-07-05T03:06:22","modified_gmt":"2018-07-05T03:06:22","slug":"a-mulher-do-famaceutico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/a-mulher-do-famaceutico","title":{"rendered":"A Mulher do Famac\u00eautico"},"content":{"rendered":"<p>O lugarejo de B.., formado por duas ou tr\u00eas ruazinhas tortas, dorme seu sono pesado. No ar espesso o sil\u00eancio \u00e9 total. Ouve-se apenas, ao longe, fora dos limites da cidade, o latido ardido e l\u00edquido de um c\u00e3o que aos poucos enrouquece. \u00c9 quase o amanhecer.<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo que tudo est\u00e1 dormindo. A \u00fanica que n\u00e3o dorme \u00e9 a jovem mulher do botic\u00e1rio Tchornomordik, propriet\u00e1rio da farm\u00e1cia de B\u2026 J\u00e1 tentou deitar-se tr\u00eas vezes, mas, n\u00e3o sabe por qu\u00ea, o sono teima em n\u00e3o querer chegar. Sentada, a janela aberta, veste apenas uma camisola e olha para a rua. Sente calor, t\u00e9dio, desgosto. Tanto desgosto que lhe d\u00e1 at\u00e9 vontade de chorar; de novo, n\u00e3o sabe por qu\u00ea. Sente um n\u00f3 no peito que de repente lhe chega a garganta\u2026 Poucos passos atr\u00e1s dela, colado \u00e0 parede, dorme Tchornomordik e ronca baixinho. Uma pulga esfomeada suga-o a raiz do nariz, mas ele n\u00e3o percebe e at\u00e9 sorri, pois est\u00e1 sonhando que todos na cidade est\u00e3o com tosse e compram dele, interminavelmente, as gotas do rei da Dinamarca. Nenhuma picada poderia acord\u00e1-lo agora, nem um canh\u00e3o, nem uma car\u00edcia.<\/p>\n<p>Como a farm\u00e1cia encontra-se quase no limite da cidade, a mulher do botic\u00e1rio consegue ver o campo, ao longe\u2026 V\u00ea como o c\u00e9u aos poucos faz-se branco, do lado do leste, e depois se torna p\u00farpura, como que devido a um grande inc\u00eandio. Inesperadamente, de tr\u00e1s de um long\u00ednquo arbusto desponta o grande rosto da lua. Ela \u00e9 vermelha (n\u00e3o sabe por que a lua saindo detr\u00e1s dos arbustos sempre tem um qu\u00ea de terrivelmente confuso).<\/p>\n<p>De repente, no meio da calma noturna, ressoam passos e o retinir de esporas. Ouvem-se vozes.<\/p>\n<p>Pouco depois surgem dois vultos e dois uniformes brancos de oficiais: um \u00e9 grande e gordo, o outro menor e mais fino\u2026 Arrastam, pregui\u00e7osos, uma perna atr\u00e1s da outra, ao longo da sebe, e conversam ruidosamente. Diante da farm\u00e1cia diminuem ainda mais o passo e olham para as janelas.<\/p>\n<p>\u2013 Sente-se cheiro de farm\u00e1cia\u2026 \u2013 diz o magro. \u2013 E \u00e9 uma farm\u00e1cia! Ah, estou lembrando\u2026 Na semana passada vim aqui comprar \u00f3leo de r\u00edcino. O farmac\u00eautico tem um rosto azedo e uma queixada de burro. Pois \u00e9, meu amigo, a queixada! Aquela mesma com que Sans\u00e3o deu cabo dos filisteus.<\/p>\n<p>\u2013 S-sim\u2026 \u2013 diz o gordo, com sua voz de baixo. \u2013 O farmac\u00eautico dorme e dorme a mulher do farmac\u00eautico. Por sinal, Obtiossov, ela n\u00e3o \u00e9 de se atirar aos c\u00e3es.<\/p>\n<p>\u2013 Eu a vi. E gostei\u2026 Diga-me doutor, ser\u00e1 que ela pode gostar de uma queixada dessas? O senhor acha isso poss\u00edvel?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, provavelmente, n\u00e3o gosta \u2013 suspira o m\u00e9dico com uma express\u00e3o como que de pena pelo farmac\u00eautico. \u2013 A mam\u00e3ezinha est\u00e1 dormindo atr\u00e1s das janelas. Que acha, Obtiossov? Deitou-se, de tanto calor\u2026 a boca entreaberta\u2026 a perna ca\u00edda, fora da cama. E a besta do farmac\u00eautico n\u00e3o est\u00e1 com nada\u2026 Para ele, provavelmente, uma mulher ou um vidro de fenol s\u00e3o a mesma coisa.<\/p>\n<p>\u2013 Sabe de uma coisa, doutor? \u2013 diz o oficial, parando.<\/p>\n<p>\u2013 Que tal entrar na farm\u00e1cia e comprar alguma coisa? Quem sabe a gente v\u00ea a farmac\u00eautica?<\/p>\n<p>\u2013 Imagine \u2013 de madrugada!<\/p>\n<p>\u2013 E da\u00ed? De madrugada tamb\u00e9m tem de atender. Entremos, por favor\u2026<\/p>\n<p>A farmac\u00eautica escondida atr\u00e1s da cortina ouve o som rouco da campainha. Olha para o marido que, como dantes, ronca baixinho e sorri. Veste rapidamente a roupa, cal\u00e7a o sapato sem meia e corre para a loja.<\/p>\n<p>Atr\u00e1s da porta de vidro v\u00eaem-se duas sombras\u2026 A farmac\u00eautica aumenta a luz da lamparina e abre a porta depressa. J\u00e1 n\u00e3o sente t\u00e9dio, nem desgosto, nem vontade de chorar; apenas o cora\u00e7\u00e3o bate, forte. Entram o doutor gorducho e o esbelto Obtiossov. Agora pode olh\u00e1-los \u00e0 vontade. O doutor barrigudo \u00e9 moreno, barbado e lerdo. Ao menor movimento seu uniforme estala e seu rosto cobre-se de gotas de suor. Ao contr\u00e1rio, o oficial \u00e9 rosado, sem barba, feminino e flex\u00edvel como um chicote ingl\u00eas.<\/p>\n<p>\u2013 O que desejam? \u2013 pergunta a farmac\u00eautica, segurando com uma das m\u00e3os o decote do vestido.<\/p>\n<p>\u2013 Bem\u2026 d\u00ea-nos quinze copeques de pastilhas de hortel\u00e3. Sem se apressar, a mulher retira da prateleira a lata e come\u00e7a a pesar. Os clientes olham para ela, de costas, sem pestanejar: o m\u00e9dico de olhos semicerrados, como um gato satisfeito, e o tenente, s\u00e9rio.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 a primeira vez que vejo uma senhora trabalhar numa farm\u00e1cia \u2013 diz o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o h\u00e1 nada de estranho \u2013 responde a farmac\u00eautica olhando de vi\u00e9s para o rosto rosado de Obtiossov. \u2013 Como meu marido n\u00e3o tem ajudantes, quem o ajuda sou eu.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 assim? Pois a senhora tem uma linda farm\u00e1cia! Um mont\u00e3o dessas\u2026 latas! E a senhora n\u00e3o tem medo de estar sempre \u00e0s voltas com venenos? Brrr!<\/p>\n<p>A farmac\u00eautica embrulha as pastilhas e as entrega ao m\u00e9dico. Obtiossov d\u00e1-lhe uma moeda de quinze copeques. Meio minuto de sil\u00eancio.. Os homens entreolham-se, d\u00e3o um passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 porta, olham-se de novo.<\/p>\n<p>\u2013 D\u00ea-me dez copeques de bicarbonato de s\u00f3dio! \u2013 diz o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>De novo a farmac\u00eautica move-se devagar e estende lentamente o bra\u00e7o para a prateleira.<\/p>\n<p>\u2013 Ser\u00e1 que aqui na farm\u00e1cia n\u00e3o tem alguma coisa\u2026 \u2013 resmunga Obtiossov mexendo os dedos -, alguma coisa, assim, a senhora sabe, de aleg\u00f3rico, algum licor revigorante\u2026 gasosa, isso! A senhora tem gasosa?<\/p>\n<p>\u2013 Tenho \u2013 responde a farmac\u00eautica.<\/p>\n<p>\u2013 Excelente! A senhora n\u00e3o \u00e9 uma mulher, \u00e9 uma feiticeira. Arranje-nos ent\u00e3o umas tr\u00eas garrafas.<\/p>\n<p>Ela embrulha o bicarbonato de s\u00f3dio e desaparece na sombra atr\u00e1s da porta.<\/p>\n<p>\u2013 Uma fruta! \u2013 diz o medico, piscando; \u2013 Um anan\u00e1s como esse, Obtiossov, voc\u00ea n\u00e3o encontra nem sequer na ilha da Madeira. Hem? O que voc\u00ea acha? Por\u00e9m.. est\u00e1 ouvindo o ronco? \u00c9 o senhor farmac\u00eautico que resolveu dormir em santa paz.<\/p>\n<p>Um minuto mais tarde a farmac\u00eautica est\u00e1 de volta com cinco garrafas que coloca no balc\u00e3o. Acaba de subir do por\u00e3o, por isso ela est\u00e1 corada e um pouco agitada.<\/p>\n<p>\u2013 Sss\u2026 mais baixinho \u2013 diz Obtiossov quando ela deixa cair o abridor, ap\u00f3s ter destampado as garrafas. \u2013 N\u00e3o fa\u00e7a tanto barulho, sen\u00e3o acorda seu marido.<\/p>\n<p>\u2013 E da\u00ed, o que \u00e9 que tem se ele acordar?<\/p>\n<p>\u2013 Ele dorme t\u00e3o bem\u2026 est\u00e1 sonhando com a senhora\u2026 \u00c0 sua sa\u00fade!<\/p>\n<p>\u2013 Al\u00e9m do que \u2013 acrescenta o m\u00e9dico com sua voz de baixo, ap\u00f3s um gole de gasosa -, quanto ao marido, \u00e9 uma coisa t\u00e3o cacete que seria bom ele dormir sempre. Eh, com essa \u00e1gua, at\u00e9 que um vinhozinho ia bem.<\/p>\n<p>\u2013 O que mais o senhor quer inventar! \u2013 ri a farmac\u00eautica.<\/p>\n<p>\u2013 Seria magn\u00edfico. \u00c9 uma pena que n\u00e3o se vendam bebidas alco\u00f3licas em farm\u00e1cia. Mas\u2026 a senhora deve vender vinho, como rem\u00e9dio. A senhora por acaso tem vinum gallicum rubrum ?<\/p>\n<p>\u2013 Tenho.<\/p>\n<p>\u2013 Viva! Traga-o, traga-o, com os diabos!<\/p>\n<p>\u2013 Quanto o senhor quer?<\/p>\n<p>\u2013 Quantum satis. Para come\u00e7o de conversa, traga uma on\u00e7a num copo de \u00e1gua, depois veremos\u2026 N\u00e3o \u00e9 assim, Obtiossov? Primeiro com a \u00e1gua, depois j\u00e1 per se\u2026<\/p>\n<p>O m\u00e9dico e Obtiossov sentam-se perto do balc\u00e3o, tiram seus quepes e come\u00e7am a beber o vinho tinto.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 preciso convir, \u00e9 horr\u00edvel. Vinum malissimum. Embora em companhia de\u2026 he, he, he\u2026 ele pare\u00e7a um n\u00e9ctar. Madame, a senhora \u00e9 encantadora! Beijo-lhe a m\u00e3o em pensamento.<\/p>\n<p>\u2013 E o que eu daria para n\u00e3o faz\u00ea-lo em pensamento! \u2013 falou Obtiossov. \u2013 Palavra de honra! Daria a vida.<\/p>\n<p>\u2013 Deixe disso\u2026 \u2013 falou a senhora Tchernom\u00f3drik, corando e assumindo um ar de seriedade.<\/p>\n<p>\u2013 E, no entanto, como a senhora \u00e9 coquete \u2013 ri o doutor baixinho, olhando-a de baixo, maliciosamente. \u2013 Seus olhos disparam: pam! pam! Parab\u00e9ns, a senhora ganhou! Fomos atingidos!<\/p>\n<p>A farmac\u00eautica olha para seus rostos corados, ouve suas palavras e logo ela tamb\u00e9m se anima. \u00c9 t\u00e3o divertido! Entra na conversa, ri, flerta e at\u00e9, ap\u00f3s tantos pedidos, consente em beber duas on\u00e7as de vinho tinto.<\/p>\n<p>\u2013 Ah, se voc\u00eas oficiais viessem mais vezes do acampamento para a cidade \u2013 diz ela. \u2013 Aqui \u00e9 t\u00e3o aborrecido. Morro de tanto t\u00e9dio.<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o fa\u00e7a isso! \u2013 exclama o doutor horrorizado. \u2013 Uma fruta dessas\u2026 um milagre da natureza nesse lugar perdido. Bem que Griboi\u00e9dov disse: \u201cPara o deserto, para Sar\u00e1tov!\u201d Infelizmente, j\u00e1 est\u00e1 na hora. Tive imenso prazer em conhec\u00ea-la. .. Imenso. Quanto lhe devemos?<\/p>\n<p>A farmac\u00eautica levanta os olhos para o teto e move demoradamente os l\u00e1bios.<\/p>\n<p>\u2013 Doze rublos e quarenta e oito copeques \u2013 diz, afinal. Obtiossov tira do bolso uma carteira recheada, fica um temp\u00e3o remexendo entre as notas e acerta a conta.<\/p>\n<p>\u2013 Seu marido dorme em paz\u2026 sonha\u2026 \u2013 resmunga ele, apertando o bra\u00e7o da farmac\u00eautica, ao despedir-se.<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o gosto de ficar ouvindo besteiras\u2026<\/p>\n<p>\u2013 Mas que besteiras\u2026 J\u00e1 Shakespeare dizia: \u201cFeliz daquele que foi jovem quando jovem\u201d.<\/p>\n<p>\u2013 Solte meu bra\u00e7o!<\/p>\n<p>Finalmente, depois de longas conversas, os clientes beijam a m\u00e3o da farmac\u00eautica e, incertos, como se temessem ter esquecido alguma coisa, saem da farm\u00e1cia.<\/p>\n<p>Ela corre logo para o quarto e senta-se \u00e0 mesma janela. V\u00ea que o doutor e o tenente, ap\u00f3s terem sa\u00eddo da loja, andam uns vinte passos sem vontade, depois param e come\u00e7am a bisbilhotar entre si. O cora\u00e7\u00e3o dela bate. Sobre o que ser\u00e1? As t\u00eamporas tamb\u00e9m latejam, por qu\u00ea, ela mesma n\u00e3o sabe\u2026 O cora\u00e7\u00e3o bate forte, como se aqueles dois, bisbilhotando l\u00e1 fora, fossem decidir seu destino.<\/p>\n<p>Uns cinco minutos depois o m\u00e9dico se afasta de Obtiossov e prossegue, enquanto o outro retorna. Passa pela farm\u00e1cia uma, duas vezes\u2026 P\u00e1ra perto da porta, come\u00e7a a andar de novo. Afinal, toca com cuidado a campainha.<\/p>\n<p>\u2013 O que h\u00e1? Quem est\u00e1 a\u00ed? \u2013 a farmac\u00eautica ouve de repente a voz do marido. \u2013 Est\u00e3o tocando e voc\u00ea n\u00e3o escuta? Que droga!<\/p>\n<p>Ele levanta, veste o robe e balan\u00e7ando, meio sonado, arrasta os chinelos e vai at\u00e9 a loja.<\/p>\n<p>\u2013 O que\u2026 o senhor quer? \u2013 pergunta a Obtiossov.<\/p>\n<p>\u2013 D\u00ea-me\u2026 d\u00ea-me quinze copeques de pastilhas de hortel\u00e3.<\/p>\n<p>Tchornomordik sopra, boceja, anda dormindo, bate com os joelhos no banco, sobe na prateleira e apanha a lata.<\/p>\n<p>Dois minutos mais tarde a farmac\u00eautica v\u00ea Obtiossov sair da loja e, depois de alguns passos, jogar na estrada poeirenta as pastilhas de hortel\u00e3. Da esquina o m\u00e9dico vem a seu encontro.. Ambos se juntam e, gesticulando com as m\u00e3os, desaparecem na bruma da manh\u00e3.<\/p>\n<p>\u2013 Como eu sou infeliz! \u2013 diz a farmac\u00eautica, olhando com \u00f3dio o marido que se despe depressa para deitar de novo.<\/p>\n<p>\u2013 Oh, como eu sou infeliz! \u2013 repete ela, e de repente seus olhos se enchem de l\u00e1grimas. \u2013 E ningu\u00e9m, ningu\u00e9m desconfia\u2026<\/p>\n<p>\u2013 Esqueci quinze copeques no balc\u00e3o \u2013 resmunga o marido desaparecendo sob o cobertor. Esconda-os na caixa, por favor\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O lugarejo de B.., formado por duas ou tr\u00eas ruazinhas tortas, dorme seu sono pesado. No ar espesso o sil\u00eancio \u00e9 total. Ouve-se apenas, ao longe, fora dos limites da cidade, o latido ardido e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[19],"class_list":["post-468","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-anton-tchekhov"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=468"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/468\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":471,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/468\/revisions\/471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}