{"id":628,"date":"2018-07-09T02:54:10","date_gmt":"2018-07-09T02:54:10","guid":{"rendered":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/?p=628"},"modified":"2018-07-09T03:12:01","modified_gmt":"2018-07-09T03:12:01","slug":"leonor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/leonor","title":{"rendered":"Leonor"},"content":{"rendered":"<p>Sou oriundo duma ra\u00e7a caracterizada pelo vigor da fantasia e pelo ardor da paix\u00e3o.<\/p>\n<p>Os homens chamaram-me louco; mas ainda n\u00e3o est\u00e1 resolvido o problema ? se a loucura \u00e9 ou n\u00e3o a suprema intelig\u00eancia ? se muito do que \u00e9 glorioso ? se tudo o que \u00e9 profundo ? n\u00e3o tem a sua origem numa doen\u00e7a do pensamento ? em modalidades do esp\u00edrito exaltadas a custa das faculdades gerais. Aqueles que sonham de dia sabem muitas coisas que escapam \u00e0queles que somente de noite sonham. Nas suas vagas vis\u00f5es obt\u00eam relances de eternidade e, quando despertam, estremecem ao verem que estiveram mesmo \u00e0 beira do grande segredo. Penetram sem leme nem b\u00fassola, no vasto oceano da \u201cluz inef\u00e1vel\u201d; e de novo, como os aventureiros do ge\u00f3grafo n\u00fabio, agressi sunt mare tenebrarum, quid in eo esset exploraturi.<\/p>\n<p>Diremos, ent\u00e3o, que estou doido. Concordo, pelo menos, em que h\u00e1 dois estados distintos da minha exist\u00eancia mental ? o de uma raz\u00e3o l\u00facida que n\u00e3o pode ser contestada, e pertence \u00e0 mem\u00f3ria de acontecimentos que constituem a primeira \u00e9poca da minha vida ? e um estado de sombra e d\u00favida, que abrange o presente e a recorda\u00e7\u00e3o do que constitui a segunda grande era do meu ser. Por conseq\u00fc\u00eancia, acreditai tudo o que eu disser do primeiro per\u00edodo de minha exist\u00eancia; e dai ao que eu vier a contar dos derradeiros tempos o cr\u00e9dito que se vos afigurar justo; ou ponde-o completamente em d\u00favida; ou, se n\u00e3o puderes duvidar, fazei como \u00c9dipo e procurai decifrar o seu enigma.<\/p>\n<p>Aquela que na minha mocidade amei, e de quem agora, serena e lucidamente, estou tra\u00e7ando estas recorda\u00e7\u00f5es, era a filha \u00fanica da \u00fanica irm\u00e3 de minha m\u00e3e havia muito falecida.<\/p>\n<p>Minha prima chamava-se Leonor. Hav\u00edamos sempre vivido juntos, sob um sol tropical, no vale de Many-Coloured Crass. Jamais viandante algum aventurou seus passos por aquele vale; pois se estendia por entre uma cadeia de montes gigantescos, que sobre ele debru\u00e7avam as suas escarpas, vedando o acesso dos raios solares aos seus mais apraz\u00edveis rec\u00f4nditos. Nas suas proximidades atalho algum jamais fora trilhado, e, para chegarmos ao nosso lar, n\u00e3o precis\u00e1vamos afastar, com for\u00e7a, a folhagem de milhares de \u00e1rvores, nem esmagar milh\u00f5es de fragrantes flores. Assim viv\u00edamos n\u00f3s sozinhos, nada sabendo do mundo para al\u00e9m do vale ? eu, minha prima e sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>Das obscuras regi\u00f5es de al\u00e9m dos montes, no extremo superior de nossos dom\u00ednios, descia um estreito e profundo rio, que excedia em brilho e limpidez tudo menos os claros olhos de Leonor; e, serpenteando furtivamente em intrincados meandros, embrenhava-se por fim atrav\u00e9s de uma sombria garganta, por entre montes ainda mais negros do que aqueles de que brotara. Denomin\u00e1vamo-lo o \u201cRio do Sil\u00eancio\u201d, pois as suas \u00e1guas pareciam ter a faculdade de tudo emudecer. Do seu leito nenhum murm\u00fario se erguia, e t\u00e3o de mansinho ia desfiando seu curso que os di\u00e1fanos seixinhos que esmaltavam o fundo e que n\u00f3s tanto gost\u00e1vamos de contemplar, permaneciam absolutamente im\u00f3veis, refulgindo eternamente no lugar onde um dia se quedaram.<\/p>\n<p>A margem do rio e de muitos cintilantes riachos que, por tortuosos rodeios, a ele aflu\u00edam, bem como os espa\u00e7os que as margens desciam at\u00e9 o leito de seixos do fundo das \u00e1guas ? todos estes lugares, n\u00e3o menos de que toda a superf\u00edcie do vale, desde o rio at\u00e9 as montanhas que o circundavam, eram tapetados por uma relva verde, macia, espessa, curta, perfeitamente lisa e perfumada, mas t\u00e3o profusamente matizada com bot\u00f5es de ouro, margaridas, violetas e asf\u00f3delos que a sua extraordin\u00e1ria beleza dilatava nossos cora\u00e7\u00f5es com eloqu\u00eancia e paix\u00e3o, do amor e da gl\u00f3ria de Deus.<\/p>\n<p>E, aqui e al\u00e9m, em maci\u00e7os que se diriam antes matas de sonhos, brotavam fant\u00e1sticas \u00e1rvores, cujos altos e esguios troncos se n\u00e3o erguiam a prumo, mas, torcendo-se, inclinavam-se para a luz que ao meio-dia irrompia pelo centro do vale. A sua casca apresentava ao mesmo tempo o esplendor do marfim e da prata, e seria mais suave do que tudo n\u00e3o fosse a suave face de Leonor; de sorte que, se n\u00e3o fora o verde brilhante das enormes folhas que das suas copas se alastravam em linhas compridas e tr\u00eamulas, embaladas pelos z\u00e9firos, poderia algu\u00e9m imagin\u00e1-las gigantescas serpentes da S\u00edria, prestando homenagem ao seu soberano, o Sol.<\/p>\n<p>De m\u00e3os dadas, durante 15 anos, vaguei com Leonor por este vale, antes de o Amor penetrar em nossos cora\u00e7\u00f5es. Era uma tarde, ao cerrar-se o terceiro lustro da sua vida e o quarto da minha: est\u00e1vamos sentados, abra\u00e7ados, debaixo das \u00e1rvores-serpentes e contempl\u00e1vamos as nossas imagens refletidas no espelho das \u00e1guas do rio. Nem mais uma palavra pronunciamos durante o resto daquele doce dia, e na manh\u00e3 seguinte ainda as nossas palavras eram tr\u00eamulas e raras. Do fundo das \u00e1guas hav\u00edamos tirado o deus Eros, e agora sent\u00edamos que hav\u00edamos ateado dentro de n\u00f3s as almas ardorosas dos nossos maiores. As paix\u00f5es que durante s\u00e9culos haviam caracterizado a nossa ra\u00e7a acudiam agora de tropel com as fantasias que os haviam igualmente distinguido e bafejavam venturas e b\u00ean\u00e7\u00e3os sobre o vale de Many-Coloured Crass. Tudo como por encanto mudou. Sobre as \u00e1rvores onde jamais se conhecera uma flor desabrocharam agora estranhas flores em forma de estrela. Tornaram-se mais carregados os tons das alfombras de verdura; e quando uma a uma murcharam as brancas margaridas, surgiram em seus lugares, dez a dez, os asf\u00f3idelos da cor dos rubis. E a vida brotava em nossos atalhos; pois o alto flamingo, at\u00e9 aqui nunca visto, com todas as \u00e1lacres e variegadas aves, ostentava ante n\u00f3s a sua plumagem escarlate. Peixes de ouro e de prata acorriam agora ao rio, de cujo seio se erguia, de mansinho, um murm\u00fario que, por fim, foi engrossando at\u00e9 se transformar numa suave melodia mais divina de que a da harpa de \u00c9olo, mais doce do que tudo, n\u00e3o fosse a voz de Leonor. E agora, tamb\u00e9m uma enorme nuvem, que por muito tempo dominara as regi\u00f5es do Hesper, avan\u00e7ara num deslumbramento carmesim e ouro e viera pairar serenamente sobre n\u00f3s, descendo dia a dia at\u00e9 pousar sobre os cumes dos montes, transfigurando-os com o seu glorioso esplendor e encerrando-nos, como que para sempre, dentro duma m\u00e1gica pris\u00e3o de magnific\u00eancia e gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>O encanto de Leonor era o de um Serafim, mas ela era uma adolescente ing\u00eanua e simples como a curta vida que vivera entre as flores. Nenhum artif\u00edcio mascarava o amor que lhe estuava no cora\u00e7\u00e3o, e ela examinava comigo os seus mais \u00edntimos recessos, quando passe\u00e1vamos no vale de Many-Coloured e convers\u00e1vamos sobre as not\u00e1veis transforma\u00e7\u00f5es que nele ultimamente se haviam operado.<\/p>\n<p>Um dia, finalmente, tendo falado, banhada em pranto da triste e derradeira transforma\u00e7\u00e3o que a Humanidade deve sofrer, nunca mais deixou de discutir este doloroso assunto, intercalando-o em todas as nossas conversas, como nos cantos do bardo de Schiraz est\u00e3o constantemente ocorrendo as mesmas imagens, a cada passo repetidas em cada impressionante varia\u00e7\u00e3o de frase.<\/p>\n<p>Ela tinha visto que o dedo da morte se lhe cravara no seio ? que, como o ef\u00eamero, ela fora feita perfeita em encanto e beleza somente para morrer; mas para ela os terrores do t\u00famulo apenas consistiam numa apreens\u00e3o, que uma tarde, ao crep\u00fasculo, ela me revelou, passeando comigo pelas margens do Rio do Sil\u00eancio. O que a penalizava era pensar que, ap\u00f3s hav\u00ea-la sepultado no vale de Many-Coloured, eu abandonaria para sempre aquelas ditosas paragens, transferindo o amor, que s\u00f3 dela t\u00e3o apaixonadamente agora era, para alguma jovem do mundo exterior e banal. E, ent\u00e3o, ao ouvir-lhe expressar este pesar, atirei-me aos p\u00e9s de Leonor e jurei que nunca me ligaria pelo casamento a filha alguma da Terra ? que jamais eu, fosse de que maneira fosse, trairia a sua querida recorda\u00e7\u00e3o. Invoquei o Onipotente Senhor como testemunha da pia solenidade do meu juramento. E a maldi\u00e7\u00e3o de que Deus e dela impetrei, no caso de eu atrai\u00e7oar meu juramento, envolvia uma pena cujo extraordin\u00e1rio horror me n\u00e3o permite referi-la aqui.<\/p>\n<p>Os olhos de Leonor se tornaram mais claros, quando eu assim exprimi o carinho que a prendia \u00e0 minha vida; como se do peito arrancassem um peso mortal; tremeu e chorou amargamente; mas (que era ela sen\u00e3o uma crian\u00e7a?) aceitou o juramento, que lhe tornava mais suave o leito de morte. E disse-me, n\u00e3o muitos dias depois, finando-se tranq\u00fcilamente, que, em vista do que eu fizera para al\u00edvio e consolo do seu esp\u00edrito, velaria sempre por mim depois de morta, e se tal lhe fosse permitido, voltaria visivelmente a visitar-me nas vig\u00edlias da noite; se, por\u00e9m, isto ultrapassasse o que \u00e0s almas no Para\u00edso \u00e9 permitido, dar-me-ia, pelo menos, freq\u00fcentes indica\u00e7\u00f5es de sua presen\u00e7a, suspirando sobre mim nos ventos da tarde ou enchendo o ar que eu respirasse com o perfume dos tur\u00edbulos dos anjos. E, com estas palavras, exalou a sua inocente vida, ponto termo \u00e0 primeira \u00e9poca da minha.<\/p>\n<p>At\u00e9 aqui \u00e9 fiel o relato que fiz. Mas, quando transponho a barreira formada pela morte de minha amada e penetro na segunda era da minha exist\u00eancia, sinto uma sombra empolgar-me o c\u00e9rebro e n\u00e3o confio na perfeita sanidade das minhas palavras. Mas, prossigamos.<\/p>\n<p>Os anos foram-se arrastando pesadamente e eu continuei habitando no vale ? mas uma segunda transforma\u00e7\u00e3o se operara em todas as coisas. As flores em forma de estrela secaram nas \u00e1rvores e n\u00e3o mais reapareceram. Apagaram-se os matizes do verde tapete de relva; e, um a um, murcharam os rubros asf\u00f3delos e, em seu lugar, surgiram, dez a dez, escuras violetas sempre carregadas de orvalho.<\/p>\n<p>A vida desapareceu dos nossos atalhos; o alto flamingo j\u00e1 n\u00e3o exibia ante n\u00f3s a sua plumagem escarlate, mas tristemente fugiu do vale para os montes com todas as \u00e1lacres aves multicores que em sua companhia tinham vindo. Os peixes de ouro e prata nunca mais esmaltaram o nosso doce rio. A suave melodia que encantara mais do que a harpa e \u00c9olo e fora mais divina do que tudo menos a voz de Leonor, foi-se pouco a pouco extinguindo, sumindo-se em murm\u00farios cada vez mais d\u00e9beis, at\u00e9 que, por fim, o rio voltou \u00e0 solenidade do seu primitivo sil\u00eancio. E ent\u00e3o ergueu-se de novo a enorme nuvem e, abandonando os p\u00edncaros dos montes \u00e0 sua antiga tristeza, recuou para as regi\u00f5es de Hesper, e consigo levou o \u00e1ureo esplendor e todas as magnific\u00eancias que por alguns anos transfiguraram o vale de Many-Coloured Crass.<\/p>\n<p>Todavia, as promessas de Leonor n\u00e3o ficaram no olvido; pois eu ouvia os sons do balou\u00e7ar dos tur\u00edbulos dos anjos; correntes dum sagrado perfume flutuavam permanentemente sobre o vale; nas horas ermas, quando meu cora\u00e7\u00e3o palpitava pesadamente, os ventos que me refrescavam a fronte vinham carregados de brandos suspiros; indistintos murm\u00farios ? oh, mas s\u00f3 uma vez! fui desperto de um sono, que se me afigurava o sono da morte, pela press\u00e3o de uns l\u00e1bios espirituais sobre os meus.<\/p>\n<p>Mas o v\u00e1cuo dentro do meu cora\u00e7\u00e3o recusava-se, ainda assim, a ser preenchido. Tinha saudades do amor que o enchera a transbordar. Por fim o vale fazia-me sofrer pelas recorda\u00e7\u00f5es, e abandonei-o ent\u00e3o para sempre, trocando-o pelas vaidades e pelos turbulentos triunfos do mundo.<\/p>\n<p>Encontrei-me dentro duma estranha cidade, onde todas as coisas podiam ter servido para me apagaram da lembran\u00e7a os doces sonhos que por tanto tempo sonhara no vale. O luxo e a pompa de uma corte majestosa, o doido clangor das armas e a radiosa beleza das mulheres desvairaram-me e embriagaram-me o c\u00e9rebro. At\u00e9 aqui, por\u00e9m, ainda a minha alma permanecera fiel aos seus juramentos, e nas horas silentes da noite ainda at\u00e9 mim chegavam as revela\u00e7\u00f5es da presen\u00e7a de Leonor.<\/p>\n<p>De s\u00fabito, cessaram estas manifesta\u00e7\u00f5es; mundo escureceu de todo ante os meus olhos, e quedei-me espavorido ante o escaldante pensamento que me possu\u00eda ? ante as terr\u00edveis tenta\u00e7\u00f5es que me empolgavam; pois de muito longe, de uma terra distante e ignota, viera para a alegre corte do rei que eu servia, uma donzela a cuja beleza todo o meu perjuro cora\u00e7\u00e3o imediatamente se rendeu ? a cujos p\u00e9s me curvei sem uma luta, no mais ardente, no mais abjeto culto de amor.<\/p>\n<p>Que era, na verdade, a minha paix\u00e3o pela adolescente do vale comparada com o fervor e o del\u00edrio, o alucinado \u00eaxtase de adora\u00e7\u00e3o com que eu depunha toda a minha alma em pranto aos p\u00e9s da et\u00e9rea Hermengarda? ? Oh, que deslumbrante era a ang\u00e9lica Hermengarda! E na minha alma para ningu\u00e9m mais havia lugar. ? Oh, que divina era a celestial Hermengarda! E quando eu sondava as profundezas dos olhos inolvid\u00e1veis, s\u00f3 neles pensava ? s\u00f3 neles e nela!<\/p>\n<p>Casei; n\u00e3o me arreceei da maldi\u00e7\u00e3o que invocara; nem senti o amargor de haver infringido um juramento solene.<\/p>\n<p>Mas uma vez, no sil\u00eancio da noite, chegaram at\u00e9 mim, atrav\u00e9s das minhas persianas, os brandos suspiros que havia muito eu j\u00e1 n\u00e3o ouvia e, numa voz familiar e doce, percebi estas palavras que jamais esquecerei:<\/p>\n<p>\u2013 Dorme em paz! ? pois o Esp\u00edrito do Amor reina e governa e, acolhendo no teu apaixonado cora\u00e7\u00e3o aquela que se chama Hermengarda, tu \u00e9s absolvido, por motivos que s\u00f3 no c\u00e9u ser\u00e3o explicados, dos juramentos que fizeste a Leonor!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou oriundo duma ra\u00e7a caracterizada pelo vigor da fantasia e pelo ardor da paix\u00e3o. Os homens chamaram-me louco; mas ainda n\u00e3o est\u00e1 resolvido o problema ? se a loucura \u00e9 ou n\u00e3o a suprema intelig\u00eancia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[26],"class_list":["post-628","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-edgar-allan-poe"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=628"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/628\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":634,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/628\/revisions\/634"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}