{"id":752,"date":"2018-07-09T16:52:27","date_gmt":"2018-07-09T16:52:27","guid":{"rendered":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/?p=752"},"modified":"2018-07-09T16:54:32","modified_gmt":"2018-07-09T16:54:32","slug":"phyllis-e-rosamond","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/phyllis-e-rosamond","title":{"rendered":"Phyllis e Rosamond"},"content":{"rendered":"<p>Nesta \u00e9poca t\u00e3o curiosa, quando j\u00e1 come\u00e7amos a necessitar de retratos de pessoas, de suas mentes e sua indument\u00e1ria, um contorno fiel, desenhado sem mestria, por\u00e9m com honestidade, \u00e9 bem capaz de ter algum valor.<\/p>\n<p>Que cada homem, ouvi dizer outro dia, ponha-se a anotar os detalhes de uma jornada de trabalho; a posteridade h\u00e1 de ficar t\u00e3o contente com o cat\u00e1logo quanto ficar\u00edamos n\u00f3s, se tiv\u00e9ssemos um tal registro de como o porteiro do Globe e o homem respons\u00e1vel pelos port\u00f5es do Park passaram o s\u00e1bado, 18 de mar\u00e7o, do ano da gra\u00e7a de 1568.<\/p>\n<p>Como os retratos desse tipo que temos s\u00e3o quase invariavelmente do sexo masculino, que se empertigava pelo palco com proemin\u00eancia maior, parece valer a pena tomar como modelo uma dessas muitas mulheres que se agrupam na sombra. Pois que um estudo de hist\u00f3ria e biografia convence qualquer pessoa bem-intencionada de que essas figuras obscuras ocupam um lugar n\u00e3o diferente daquele que a m\u00e3o do exibidor assume na dan\u00e7a das marionetes, com o dedo posto no cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 verdade que nossos olhos ing\u00eanuos acreditaram por muitas eras que as figuras dan\u00e7avam por sua livre vontade, dando os passos que bem queriam; e a luz parcial que romancistas e historiadores j\u00e1 come\u00e7aram a lan\u00e7ar sobre o espa\u00e7o apertado e escuro dos bastidores pouco fez por enquanto, a n\u00e3o ser nos mostrar quantos cord\u00f5es existem, mantidos em m\u00e3os ocultas, para uma tor\u00e7\u00e3o ou pux\u00e3o dos quais dependem todos os meneios da dan\u00e7a. Este pre\u00e2mbulo nos conduz pois ao ponto do qual partimos; t\u00e3o firmes quanto pudermos, tencionamos olhar para um grupinho que vive neste momento (20 de junho de 1906); e que parece, por algumas raz\u00f5es que iremos dar, sintetizar os atributos de muitos. \u00c9 um caso comum, porque afinal s\u00e3o numerosas as jovens nascidas de pais bem-colocados, respeit\u00e1veis e pr\u00f3speros; e todas elas devem ter muitos dos mesmos problemas, n\u00e3o podendo sen\u00e3o haver, infelizmente, pouca diversidade nas respostas que d\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00e3o cinco filhas, todas mulheres, como lhe explicar\u00e3o com pesar: lamentando esse erro inicial, ao que parece pela vida afora, que seus pais cometeram. Al\u00e9m disso, acham-se em campos separados: duas irm\u00e3s se op\u00f5em a duas; e a quinta vacila uniformemente entre as outras. Decretou a natureza que duas delas herdar\u00e3o um esp\u00edrito resoluto e combativo, que se aplica com \u00eaxito, e nunca de modo inoportuno, a problemas sociais e \u00e0 economia pol\u00edtica; enquanto as outras duas a natureza fez fr\u00edvolas, dom\u00e9sticas, de temperamentos mais sens\u00edveis e simples. Essas \u00faltimas est\u00e3o condenadas a ser o que, no jarg\u00e3o do s\u00e9culo, chama-se de \u201dfilhas caseiras\u201d. Suas irm\u00e3s, decididas a cultivar o esp\u00edrito, entram na faculdade, l\u00e1 se d\u00e3o bem e casam-se com professores. Fazem carreiras t\u00e3o id\u00eanticas \u00e0s dos pr\u00f3prios homens que nem chega a valer a pena convert\u00ea-las em objetos de investiga\u00e7\u00e3o especial. A quinta irm\u00e3 distingue-se menos pelo car\u00e1ter que qualquer uma das outras; casando-se aos 22 anos, mal tem tempo de desenvolver os tra\u00e7os individuais da condi\u00e7\u00e3o de senhorinha que nos pusemos a descrever. Nas duas \u201dfilhas caseiras\u201d, Phyllis e Rosamond, como as chamaremos, encontramos um material excelente para nossa pesquisa.<\/p>\n<p>Alguns fatos nos ajudar\u00e3o a coloc\u00e1-las em seus devidos lugares, antes de iniciarmos o exame. Phyllis tem 28 anos, Rosamond, 24. S\u00e3o pessoas graciosas, de faces rosadas, vivazes; um olhar minucioso n\u00e3o encontrar\u00e1 em seus tra\u00e7os uma beleza perfeita; mas seus trajes e maneiras d\u00e3o-lhes o efeito da beleza, sem lhes dar a subst\u00e2ncia. Parecem nativas da sala de visitas, como se, nascidas em vestidos de seda para a noite, jamais tivessem posto o p\u00e9 num solo mais irregular do que o tapete turco, ou reclinado em superf\u00edcie mais \u00e1spera do que a poltrona ou o sof\u00e1. V\u00ea-las na sala cheia de mulheres e homens bem trajados \u00e9 como ver um negociante na Bolsa, ou um advogado no F\u00f3rum. Esta, proclamam cada gesto e palavra, \u00e9 sua inata apar\u00eancia; este \u00e9 o seu local de trabalho, sua arena profissional. Claramente \u00e9 aqui que elas praticam as artes nas quais foram desde a inf\u00e2ncia instru\u00eddas. Aqui talvez ganhem seu p\u00e3o e obtenham suas vit\u00f3rias. Mas seria t\u00e3o f\u00e1cil quanto injusto insistir na met\u00e1fora at\u00e9 lev\u00e1-la a sugerir que a compara\u00e7\u00e3o fosse adequada e completa em todas as suas partes. Ela falha; mas onde falha e por que falha s\u00f3 pode ser descoberto com aten\u00e7\u00e3o e algum tempo.<\/p>\n<p>Deve-se estar em condi\u00e7\u00f5es de acompanhar estas senhorinhas em casa e de ouvir seus coment\u00e1rios, no quarto de dormir, \u00e0 luz da vela; deve-se estar a seu lado quando acordam, na manh\u00e3 seguinte; deve-se assistir \u00e0s progress\u00f5es que ambas fazem no decurso do dia. Quem tiver feito isso, e n\u00e3o s\u00f3 por um dia, mas por v\u00e1rios, ser\u00e1 ent\u00e3o capaz de aquilatar os valores das impress\u00f5es que estar\u00e3o por ser recebidas \u00e0 noite, na sala de visitas.<\/p>\n<p>Eis o tanto que se pode reter da met\u00e1fora j\u00e1 utilizada; que o cen\u00e1rio da sala representa para elas trabalho, n\u00e3o divers\u00e3o. Tudo isso \u00e9 tornado muito claro pela cena na carruagem que demanda \u00e0 casa. Lady Hibbert \u00e9 uma cr\u00edtica severa de tais performances; ela notou se suas filhas estavam bem, se falaram bem, se se comportaram bem; se atra\u00edram as pessoas certas, repelindo as que n\u00e3o convinham; e se a impress\u00e3o que deixaram foi favor\u00e1vel no todo. A partir da multiplicidade e da minuciosidade dos seus coment\u00e1rios \u00e9 f\u00e1cil perceber que duas horas de entretenimento, para artistas dessa estirpe, s\u00e3o uma produ\u00e7\u00e3o assaz delicada e complicada. Ao que parece, muito depende da maneira como elas se desempenham. As filhas respondem submissamente e se mant\u00eam caladas, quer a m\u00e3e as reprove, quer elogie; e sua censura \u00e9 acerba. Quando se acham finalmente sozinhas, elas que dividem um quarto modesto pelas dimens\u00f5es no topo de uma casa grande e feiosa, ei-las que espicham os bra\u00e7os e passam a suspirar de al\u00edvio. N\u00e3o \u00e9 das mais edi?cantes a conversa que travam; \u00e9 o \u201dramerrame\u201d dos homens de neg\u00f3cios; elas calculam suas perdas e ganhos e \u00e9 claro que no fundo n\u00e3o t\u00eam nenhum interesse, a n\u00e3o ser o pr\u00f3prio. Podem por\u00e9m ter sido ouvidas a papaguear sobre livros e pinturas e pe\u00e7as, como se fosse a essas coisas que dessem mais import\u00e2ncia; discuti-las era a \u00fanica raz\u00e3o de uma \u201dfesta\u201d.<\/p>\n<p>Observar-se-\u00e1 tamb\u00e9m, nessa hora de franqueza pouco atraente, algo que \u00e9 bem sincero tamb\u00e9m, embora de modo algum desairoso. As irm\u00e3s gostavam muito e abertamente uma da outra. Na maioria dos casos, sua afei\u00e7\u00e3o tomou a forma de uma simpatia instintiva que \u00e9 tudo o que se quiser, menos sentimental; suas esperan\u00e7as e medos s\u00e3o, sem exce\u00e7\u00e3o, partilhados; trata-se por\u00e9m de um sentimento leg\u00edtimo, profundo, malgrado seu exterior t\u00e3o prosaico. Elas s\u00e3o rigorosamente honestas em todas as transa\u00e7\u00f5es que efetuam juntas; e h\u00e1 at\u00e9 mesmo algo de cavalheiresco na atitude da irm\u00e3 mais nova para com a mais velha. Sendo essa a mais fraca, por ser a que j\u00e1 tem mais idade, deve sempre ficar com a melhor parte. H\u00e1 algo de tocante tamb\u00e9m na gratid\u00e3o com que Phyllis aceita tal vantagem. Todavia j\u00e1 est\u00e1 ficando tarde e, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00f3prias peles, essas mo\u00e7as t\u00e3o met\u00f3dicas lembram agora uma \u00e0 outra que j\u00e1 \u00e9 hora de apagar a luz.<\/p>\n<p>A despeito da pr\u00e9via reflex\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o elas avessas a dormir mais um pouco, depois que as chamam de manh\u00e3. Rosamond no entanto se levanta e sacode Phyllis. \u201dPhyllis, vamo-nos atrasar para o caf\u00e9.\u201d<\/p>\n<p>Deve ter sido de certo peso o argumento, porque Phyllis pulou fora da cama e come\u00e7ou a se arrumar em sil\u00eancio. A pressa por\u00e9m n\u00e3o impediu que elas vestissem suas roupas com grande esmero e destreza, sendo o resultado minuciosamente inspecionado por ambas, cada qual a seu turno, antes de descerem. O rel\u00f3gio batia nove horas quando entraram na copa: o pai, que j\u00e1 estava l\u00e1, perfunctoriamente beijou suas duas filhas, passou sua x\u00edcara para o caf\u00e9, leu seu jornal e sumiu. Foi uma refei\u00e7\u00e3o silenciosa. O desjejum de lady Hibbert era feito no quarto; mas elas, depois do seu, tinham de visit\u00e1-la para receber as ordens do dia; enquanto uma tomava notas para a m\u00e3e, ia a outra falar com a cozinheira para combinar o almo\u00e7o e o jantar. \u00c0s onze horas ficaram livres, por enquanto, e reencontraram-se no quarto de estudo, onde a irm\u00e3 mais nova, Doris, de 16 anos, escrevia uma disserta\u00e7\u00e3o em franc\u00eas sobre a Magna Carta. Suas queixas pela interrup\u00e7\u00e3o \u2013 posto que ela j\u00e1 sonhasse com uma aprova\u00e7\u00e3o escolar \u2013 n\u00e3o ?zeram jus a honrarias. \u201dTemos de ficar por aqui, porque n\u00e3o h\u00e1 outro lugar para n\u00f3s\u201d, observou Rosamond. \u201dN\u00e3o precisa pensar que queremos sua companhia\u201d, acrescentou Phyllis. Mas tais reparos foram ditos sem nenhum azedume, como simples e repisados chav\u00f5es da vida cotidiana.<\/p>\n<p>Contudo, em defer\u00eancia \u00e0 irm\u00e3, Phyllis pegou um volume de Anatole France, e Rosamond abriu os Estudos gregos de Walter Pater. Por alguns minutos elas leram em sil\u00eancio; uma criada depois bateu na porta, esbaforida, com o recado de que \u201dmadame estava chamando as senhoritas na sala\u201d. Todas duas resmungaram; Rosamond se ofereceu para ir sozinha; Phyllis disse que n\u00e3o, que ambas eram v\u00edtimas; e, perguntando-se qual seria a incumb\u00eancia, l\u00e1 se foram, de mau humor, escada abaixo. Lady Hibbert, impaciente, aguardava-as.<\/p>\n<p>\u201dOh, enfim voc\u00eas chegaram!\u201d, exclamou ela. \u201dSeu pai mandou dizer que convidou mr. Middleton e sir Thomas Carew para almo\u00e7ar. Que amola\u00e7\u00e3o ele nos arrumou, n\u00e3o \u00e9? N\u00e3o consigo imaginar por que os ter\u00e1 convidado, e almo\u00e7o n\u00e3o h\u00e1 \u2013 e j\u00e1 vi que voc\u00ea n\u00e3o providenciou as flores, Phyllis; e quero que voc\u00ea, Rosamond, ponha uma gola nova no meu vestido marrom. Ah, meu Deus, como os homens s\u00e3o imprevidentes!\u201d<\/p>\n<p>As filhas estavam acostumadas a essas insinua\u00e7\u00f5es contra o pai: ficavam em geral do seu lado, mas n\u00e3o o diziam nunca.<\/p>\n<p>Afastavam-se agora, em sil\u00eancio, nas suas miss\u00f5es \u00e0 parte: Phyllis teve de sair para comprar flores e um prato extra para o almo\u00e7o; Rosamond sentou-se para costurar.<\/p>\n<p>Mal terminaram suas tarefas a tempo de se vestir para o almo\u00e7o; mas \u00e0 1h30 adentravam, sorridentes e rosadas, pela grande e pomposa sala de visitas. Mr. Middleton era secret\u00e1rio de sir William Hibbert; um jovem em boa situa\u00e7\u00e3o e com perspectivas, tal como o definia lady Hibbert, que poderia ser incentivado. Sir Thomas, funcion\u00e1rio da mesma reparti\u00e7\u00e3o, era uma parte elegante do conjunto, com sua solidez, sua gota, mas sem nenhuma import\u00e2ncia individual.<\/p>\n<p>Durante o almo\u00e7o animou-se um pouco a conversa entre mr. Middleton e Phyllis, enquanto os mais velhos, em sonoras vozes profundas, diziam banalidades. Rosamond se manteve meio calada, como de seu h\u00e1bito; a especular sutilmente sobre o car\u00e1ter do secret\u00e1rio que poderia vir a ser seu cunhado; e a conferir certas teorias que ela ent\u00e3o j\u00e1 fizera a cada nova palavra proferida por ele. Mr. Middleton, por franco consentimento, n\u00e3o passava de uma brincadeira da irm\u00e3, que se atinha aos limites. Se algu\u00e9m conseguisse ler os pensamentos de Rosamond, enquanto ela escutava as hist\u00f3rias de sir Thomas sobre a d\u00e9cada de 1860 na \u00cdndia, constataria que ela andava ocupada com c\u00e1lculos de certo modo abstrusos; o Middletonzinho, como o chamava, n\u00e3o era l\u00e1 de todo mau; tinha a cabe\u00e7a boa; era bom filho, ela o sabia, e daria um bom marido. Al\u00e9m do mais, era abastado e faria sucesso na carreira. Mas dizia-lhe sua agudeza psicol\u00f3gica, por outro lado, que ele era curto de esp\u00edrito, sem um pingo de imagina\u00e7\u00e3o ou de intelecto, no sentido em que isso era entendido por ela; conhecia muito bem sua irm\u00e3 para saber que ela nunca amaria este homenzinho ativo e eficiente, embora fosse capaz de respeit\u00e1-lo. Era esta a quest\u00e3o: deveria casar-se ent\u00e3o com ele? E esse era o ponto a que chegara quando lord Mayo foi assassinado;2 enquanto seus l\u00e1bios murmuravam ohs e ahs de horror, seus olhos telegrafavam pela mesa: \u201dFico na d\u00favida\u201d. Se ela houvesse feito que sim com a cabe\u00e7a, sua irm\u00e3 j\u00e1 teria passado \u00e0 pr\u00e1tica daquelas artes pelas quais tantas propostas se t\u00eam consolidado. Entretanto Rosamond, sem saber ainda o necess\u00e1rio para tomar decis\u00e3o, mandou um telegrama bem simples: \u201dContinue a jogar com ele\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta \u00e9poca t\u00e3o curiosa, quando j\u00e1 come\u00e7amos a necessitar de retratos de pessoas, de suas mentes e sua indument\u00e1ria, um contorno fiel, desenhado sem mestria, por\u00e9m com honestidade, \u00e9 bem capaz de ter algum valor&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[36],"class_list":["post-752","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-virginia-woolf"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=752"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":756,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/752\/revisions\/756"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}