{"id":823,"date":"2018-07-09T21:53:45","date_gmt":"2018-07-09T21:53:45","guid":{"rendered":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/?p=823"},"modified":"2018-07-09T22:06:31","modified_gmt":"2018-07-09T22:06:31","slug":"a-amoreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/a-amoreira","title":{"rendered":"A Amoreira"},"content":{"rendered":"<p>A pobre amoreira n\u00e3o suportava mais aquilo. Agora, que seus galhos estavam novamente carregados de amoras, os insolentes melros bicavam e estragavam todos os ramos com o bico e com as patas.<\/p>\n<p>\u2013 Por favor \u2013 suplicou a amoreira, dirigindo-se ao melro mais importuno \u2013 poupe ao menos minhas folhas. Sei que voc\u00eas gostam muito dos meus frutos, que s\u00e3o seus preferidos. Por\u00e9m n\u00e3o me privem da sombra de minhas folhas, que me protegem contra os raios do Sol. E n\u00e3o me estraguem com as patas, n\u00e3o arranquem minha casca macia.<\/p>\n<p>A essas palavras o melro, ofendido, respondeu:<\/p>\n<p>\u2013 Sil\u00eancio, sua mal-educada! Voc\u00ea n\u00e3o sabe que a natureza fez voc\u00ea produzir essas frutas apenas para me alimentar? N\u00e3o sabe, sua est\u00fapida, que quando chegar o inverno voc\u00ea vai servir apenas para alimentar o fogo?<\/p>\n<p>Ao ouvir essas palavras a amoreira p\u00f4s-se a chorar baixinho.<\/p>\n<p>Algum tempo depois o insolente melro caiu numa armadilha preparada por um homem. A fim de construir uma gaiola para o p\u00e1ssaro, o homem cortou os galhos de uma sebe, e coube \u00e0 amoreira fornecer a madeira para as barras da gaiola.<\/p>\n<p>\u2013 Oh! Melro, disse a amoreira \u2013 ainda estou aqui. Quando voc\u00ea era livre vinha me importunar, e agora s\u00e3o meus galhos que impedem sua liberdade. Ainda n\u00e3o fui consumida pelo fogo, como voc\u00ea disse que ia acontecer. Voc\u00ea n\u00e3o me viu queimada, mas eu estou vendo voc\u00ea prisioneiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pobre amoreira n\u00e3o suportava mais aquilo. Agora, que seus galhos estavam novamente carregados de amoras, os insolentes melros bicavam e estragavam todos os ramos com o bico e com as patas. \u2013 Por favor&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[39],"class_list":["post-823","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-leonardo-da-vinci"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/823","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=823"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/823\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":828,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/823\/revisions\/828"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}