{"id":852,"date":"2018-07-09T23:13:41","date_gmt":"2018-07-09T23:13:41","guid":{"rendered":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/?p=852"},"modified":"2018-07-09T23:14:13","modified_gmt":"2018-07-09T23:14:13","slug":"o-rouxinol-e-a-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/o-rouxinol-e-a-rosa","title":{"rendered":"O Rouxinol e a Rosa"},"content":{"rendered":"<p>\u2013 Ela disse que dan\u00e7aria comigo se eu lhe levasse rosas vermelhas \u2013 exclamou o Estudante \u2013 mas estamos no inverno e n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica rosa no jardim\u2026<\/p>\n<p>Por entre as folhas, do seu ninho, no carvalho, o Rouxinol o ouviu e, vendo-o ficou admirado\u2026<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o h\u00e1 nenhuma rosa vermelha no jardim! \u2013 disse o Estudante, com os olhos cheios de l\u00e1grimas. \u2013 Ah! Como a nossa felicidade depende de pequeninas coisas! J\u00e1 li tudo quanto os s\u00e1bios escreveram. A filosofia n\u00e3o tem segredos para mim e, contudo, a falta de uma rosa vermelha \u00e9 a desgra\u00e7a da minha vida.<\/p>\n<p>Eis, afinal, um verdadeiro apaixonado! \u2013 disse o Rouxinol. Tenho cantado o Amor noite ap\u00f3s noite, sem conhec\u00ea-lo no entanto; noite ap\u00f3s noite falei dele \u00e0s estrelas, e agora o vejo\u2026 O cabelo \u00e9 negro como a flor do jacinto e os l\u00e1bios vermelhos como a rosa que deseja; mas o amor p\u00f4s-lhe na face a palidez do marfim e o sofrimento marcou-lhe a fronte.<\/p>\n<p>\u2013 Amanh\u00e3 \u00e0 noite o Pr\u00edncipe d\u00e1 um baile, murmurou o Estudante, e a minha amada se encontrar\u00e1 entre os convidados. Se levar uma rosa vermelha, dan\u00e7ar\u00e1 comigo at\u00e9 a madrugada. Somente se lhe levar uma rosa vermelha\u2026 Ah\u2026 Como queria t\u00ea-la em meus bra\u00e7os, sentir-lhe a cabe\u00e7a no meu ombro e a sua m\u00e3o presa a minha. N\u00e3o h\u00e1 rosa vermelha em meu jardim\u2026 e ficarei s\u00f3; ela apenas passar\u00e1 por mim\u2026 Passar\u00e1 por mim\u2026 e meu cora\u00e7\u00e3o se despeda\u00e7ar\u00e1.<\/p>\n<p>\u2013 Eis um verdadeiro apaixonado\u2026 \u2013 pensou o Rouxinol. \u2013 Do que eu canto, ele sofre. O que \u00e9 dor para ele \u00e9 alegria para mim. Grande maravilha, na verdade, \u00e9 o Amar! Mais precioso que esmeraldas e mais caro que opalas finas. P\u00e9rolas e granada n\u00e3o podem compr\u00e1-lo, nem se oferece nos mercados. Mercadores n\u00e3o o vendem, nem o conferem em balan\u00e7as a peso de ouro.<\/p>\n<p>\u2013 Os m\u00fasicos da galeria \u2013 prosseguiu o Estudante \u2013 tocar\u00e3o nos seus instrumentos de corda e, ao som de harpas e violinos, minha amada dan\u00e7ar\u00e1. Dan\u00e7ar\u00e1 t\u00e3o leve, t\u00e3o \u00e1gil, que seus p\u00e9s mal tocar\u00e3o o assoalho e os cortes\u00e3os, com suas roupas de cores vivas, reunir-se-\u00e3o em torno dela. Mas comigo n\u00e3o bailar\u00e1, porque n\u00e3o tenho uma rosa vermelha para dar-lhe\u2026 \u2013 e atirando-se \u00e0 relva, ocultou nas m\u00e3os o rosto e chorou.<\/p>\n<p>\u2013 Por que est\u00e1 chorando? \u2013 perguntou um pequeno lagarto ao passar por ele, correndo, de rabinho levantado.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 mesmo! Por que ser\u00e1? \u2013 Indagou uma borboleta que perseguia um raio de sol.<\/p>\n<p>\u2013 Por qu\u00ea? \u2013 sussurrou uma linda margarida \u00e0 sua vizinha.<\/p>\n<p>\u2013 Chora por causa de uma rosa vermelha, \u2013 informou o Rouxinol.<\/p>\n<p>\u2013 Por causa de uma rosa vermelha? \u2013 exclamaram \u2013 Que coisa rid\u00edcula! E o lagarto, que era um tanto ir\u00f4nico, riu \u00e0 vontade.<\/p>\n<p>Mas o Rouxinol compreendeu a ang\u00fastia do Estudante e, silencioso, no carvalho, p\u00f4s-se a meditar sobre o mist\u00e9rio do Amor.<\/p>\n<p>Subitamente, abriu as asas pardas e voou.<\/p>\n<p>Cortou, como uma sombra, a alameda, e como uma sombra, atravessou o jardim.<\/p>\n<p>Ao centro do relvado, erguia-se uma roseira. Ele a viu. Voou para ela e posou num galho.<\/p>\n<p>\u2013 D\u00e1-me uma rosa vermelha \u2013 pediu \u2013 e eu cantarei para ti a minha mais bela can\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>\u2013 Minhas rosas s\u00e3o brancas; t\u00e3o brancas quanto a espuma do mar, mais brancas que a neve das montanhas. Procura minha irm\u00e3, a que enla\u00e7a o velho rel\u00f3gio-de-sol. Talvez te ceda o que desejas.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o Rouxinol voou para a roseira, que enla\u00e7ava o velho rel\u00f3gio-de-sol.<\/p>\n<p>\u2013 D\u00e1-me uma rosa vermelha \u2013 pediu \u2013 e eu te cantarei minha can\u00e7\u00e3o mais linda.<\/p>\n<p>A roseira sacudiu-se levemente.<\/p>\n<p>\u2013 Minhas rosas s\u00e3o amarelas como as cabelos dourados das donzelas, ainda mais amarelas que o trigo que cobre os campos antes da chegada de quem o vai ceifar. Procura a minha irm\u00e3, a que vive sob a janela do Estudante. Talvez ela possa te possa ajudar.<\/p>\n<p>O Rouxinol ent\u00e3o, dirigiu o v\u00f4o para a roseira que crescia sob a janela do Estudante.<\/p>\n<p>\u2013 D\u00e1-me uma rosa vermelha \u2013 pediu \u2013 e eu te cantarei a mais linda de minhas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A roseira sacudiu-se levemente.<\/p>\n<p>\u2013 Minhas rosas s\u00e3o vermelhas, t\u00e3o vermelhas quanto os p\u00e9s das pombas, mais vermelhas que os grandes leques de coral que oscilam nos abismos profundos do oceano. Contudo, o inverno regelou-me at\u00e9 as veias, a geada queimou-me os bot\u00f5es e a tempestade quebrou-me os galhos. N\u00e3o darei rosas este ano.<\/p>\n<p>\u2013 Eu s\u00f3 quero uma rosa vermelha, repetiu o Rouxinol, \u2013 uma s\u00f3 rosa vermelha. N\u00e3o haver\u00e1 meio de obt\u00ea-la?<\/p>\n<p>\u2013 H\u00e1, respondeu a Roseira, mas \u00e9 meio t\u00e3o terr\u00edvel que n\u00e3o ouso revelar-te.<\/p>\n<p>\u2013 Dize. N\u00e3o tenho medo.<\/p>\n<p>\u2013 Se queres uma rosa vermelha, explicou a roseira, h\u00e1s de faz\u00ea-la de m\u00fasica, ao luar, tingi-la com o sangue de teu cora\u00e7\u00e3o. Tens de cantar para mim com o peito junto a um espinho. Cantar\u00e1s toda a noite para mim e o espinho deve ferir teu cora\u00e7\u00e3o e teu sangue de vida deve infiltrar-se em minhas veias e tornar-se meu.<\/p>\n<p>\u2013 A morte \u00e9 um pre\u00e7o exagerado para uma rosa vermelha \u2013 exclamou o Rouxinol \u2013 e a Vida \u00e9 preciosa\u2026 \u00c9 t\u00e3o bom voar, atrav\u00e9s da mata verde e contemplar o sol em seu esplendor dourado e a lua em seu carro de p\u00e9rola\u2026O aroma do espinheiro \u00e9 suave, e suaves s\u00e3o as camp\u00e2nulas ocultas no vale, e as urzes tremulantes na colina. Mas o Amor \u00e9 melhor que a Vida. E que vale o cora\u00e7\u00e3o de um p\u00e1ssaro comparado ao cora\u00e7\u00e3o de um homem?<\/p>\n<p>Abriu as asas pardas para o v\u00f4o e ergueu-se no ar. Passou pelo jardim como uma sombra e, como uma sombra, atravessou a alameda.<\/p>\n<p>O Estudante estava deitado na relva, no mesmo ponto em que o deixara, com os lindos olhos inundados de l\u00e1grimas.<\/p>\n<p>\u2013 Rejubila-te \u2013 gritou-lhe o Rouxinol \u2013 Rejubila-te; ter\u00e1s a tua rosa vermelha. Vou faz\u00ea-la de m\u00fasica, ao luar. O sangue de meu cora\u00e7\u00e3o a tingir\u00e1. Em conseq\u00fc\u00eancia s\u00f3 te pe\u00e7o que sejas sempre verdadeiro amante, porque o Amor \u00e9 mais s\u00e1bio do que a Filosofia; mais poderoso que o poder.. Tem as asas da cor da chama e da cor da chama tem o corpo. H\u00e1 do\u00e7ura de mel em seus bra\u00e7os e seu h\u00e1lito lembra o incenso.<\/p>\n<p>O Estudante ergueu a cabe\u00e7a e escutou. Nada pode entender, por\u00e9m, do que dizia o Rouxinol, pois sabia apenas o que est\u00e1 escrito nos livros.<\/p>\n<p>Mas o Carvalho entendeu e ficou melanc\u00f3lico, porque amava muito o p\u00e1ssaro que constru\u00edra ninho em seus ramos.<\/p>\n<p>\u2013 Canta-me um derradeiro canto \u2013 segredou-lhe \u2013 sentir-me-ei t\u00e3o s\u00f3 depois da tua partida.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o Rouxinol cantou para o Carvalho, e sua voz fazia lembrar a \u00e1gua a borbulhar de uma jarra de prata.<\/p>\n<p>Quando o canto finalizou, o Estudante levantou-se, tirando do bolso um caderninho de notas e um l\u00e1pis.<\/p>\n<p>\u2013 Tem classe, n\u00e3o se pode negar \u2013 disse consigo \u2013 atravessando a alameda. Mas ter\u00e1 sentimento? N\u00e3o creio. \u00c9 igual a maioria dos artistas. S\u00f3 estilo, sinceridade nenhuma. Incapaz de sacrificar-se por outrem. S\u00f3 pensa e cantar e bem sabemos quanto a Arte \u00e9 ego\u00edsta. No entanto, \u00e9 for\u00e7oso confessar, possui maravilhosas notas na voz. Que pena n\u00e3o terem significa\u00e7\u00e3o alguma, nem realizarem nada realmente bom!<\/p>\n<p>Foi para o quarto, deitou-se e, pensando na amada, adormeceu.<\/p>\n<p>Quando a lua refulgia no c\u00e9u, o Rouxinol voou para a Roseira e apoiou o peito contra o espinho. Cantou a noite inteira e o espinho mais e mais foi se enterrando em seu peito, e o sangue de sua vida lentamente se escoou\u2026<\/p>\n<p>Primeiro descreveu o nascimento do amor no cora\u00e7\u00e3o de um menino e uma menina; e, no mais alto galho da Roseira, uma flor desabrochou, extraordin\u00e1ria, p\u00e9tala por p\u00e9tala, acompanhando um canto e outro canto. Era p\u00e1lida, a princ\u00edpio, qual a n\u00e9voa que esconde o rio, p\u00e1lida qual os p\u00e9s da manh\u00e3 e as asas da alvorada. Como sombra de rosa num espelho de prata, como sombra de rosa em \u00e1gua de lagoa era a rosa que apareceu no mais alto galho da Roseira.<\/p>\n<p>Mas a Roseira pediu ao Rouxinol que se unisse mais ao espinho. \u2013 Mais ainda, Rouxinol, \u2013 exigiu a Roseira, \u2013 sen\u00e3o o dia raia antes que eu acabe a rosa.<\/p>\n<p>O Rouxinol ent\u00e3o apertou ainda mais o espinho junto ao peito, e cada vez mais profundo lhe sa\u00eda o canto porque ele cantava o nascer da paix\u00e3o na alma do homem e da mulher.<\/p>\n<p>E t\u00eanue nuance rosa nacarou as p\u00e9talas, igual ao rubor que invade a face do noivo quando beija a noiva nos l\u00e1bios.<\/p>\n<p>Mas o espinho n\u00e3o lhe alcan\u00e7ava ainda o cora\u00e7\u00e3o e o cora\u00e7\u00e3o da flor continuava branco \u2013 pois somente o cora\u00e7\u00e3o de um Rouxinol pode avermelhar o cora\u00e7\u00e3o de rosa.<\/p>\n<p>\u2013 Mais ainda, Rouxinol, \u2013 clamou a Roseira \u2013 raiar o dia antes que eu finalize a rosa.<\/p>\n<p>E o Rouxinol, desesperado, calcou-se mais forte no espinho, e o espinho lhe feriu o cora\u00e7\u00e3o, e uma punhalada de dor o traspassou.<\/p>\n<p>Amarga, amarga lhe foi a ang\u00fastia e cada vez mais fremente foi o canto, porque ele cantava o amor que a morte aperfei\u00e7oa, o amor que n\u00e3o morre nem no t\u00famulo.<\/p>\n<p>E a rosa maravilhosa tornou-se purpurina como a rosa do c\u00e9u oriental. Suas p\u00e9talas ficaram rubras e, vermelho como um rubi, seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a voz do Rouxinol se foi enfraquecendo, as pequeninas asas come\u00e7aram a estremecer e uma n\u00e9voa cobriu-lhe o olhar, o canto tornou-se d\u00e9bil e ele sentiu qualquer coisa apertar-lhe a garganta.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, arrancou do peito o derradeiro grito musical.<\/p>\n<p>Ouviu-o a lua branca, esqueceu-se da Aurora e permaneceu no c\u00e9u.<\/p>\n<p>A rosa vermelha o ouviu, e tr\u00eamula de emo\u00e7\u00e3o, abriu-se \u00e0 aragem fria da manh\u00e3. Transportou-o o Eco, \u00e0 sua caverna purpurina, nos montes, despertando os pastores de seus sonhos. E ele levou-os atrav\u00e9s dos cani\u00e7os dos rios e eles transmitiram sua mensagem ao mar.<\/p>\n<p>\u2013 Olha! Olha! Exclamou a Roseira. \u2013 A rosa est\u00e1 pronta, agora.<\/p>\n<p>Ao meio dia o Estudante abriu a janela e olhou.<\/p>\n<p>\u2013 Que sorte! \u2013 disse \u2013 Uma rosa vermelha! Nunca vi rosa igual em toda a minha vida. \u00c9 t\u00e3o linda que tem certamente um nome complicado em latim. E curvou-se para colh\u00ea-la.<\/p>\n<p>Depois, pondo o chap\u00e9u, correu \u00e0 casa do professor.<\/p>\n<p>\u2013 Disseste que dan\u00e7arias comigo se eu te trouxesse uma rosa vermelha, \u2013 lembrou o Estudante. \u2013 Aqui tens a rosa mais linda e vermelha de todo o mundo. H\u00e1s de us\u00e1-la, hoje a noite, sobre ao cora\u00e7\u00e3o, e quando dan\u00e7armos juntos ela te dir\u00e1 o quanto te amo.<\/p>\n<p>A mo\u00e7a franziu a testa.<\/p>\n<p>\u2013 Esta rosa n\u00e3o combina com o meu vestido, disse. Ademais, o Capit\u00e3o da Guarda mandou-me j\u00f3ias verdadeiras, e j\u00f3ias, todos sabem, custam muito mais do que flores\u2026<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9s muito ingrata! \u2013 exclamou o Estudante, zangado. E atirou a rosa a sarjeta, onde a roda de um carro a esmagou.<\/p>\n<p>\u2013 Sou ingrata? E o senhor n\u00e3o passa de um grosseir\u00e3o. E, afinal de contas, quem \u00e9s? Um simples estudante\u2026 n\u00e3o acredito que tenhas fivelas de prata, nos sapatos, como as tem o Capit\u00e3o da Guarda\u2026 \u2013 e a mo\u00e7a levantou-se e entrou em casa.<\/p>\n<p>\u2013 Que coisa imbecil, o Amor! \u2013 Resmungou o estudante, afastando-se. \u2013 Nem vale a utilidade da L\u00f3gica, porque n\u00e3o prova nada, est\u00e1 sempre prometendo o que n\u00e3o cumpre e fazendo acreditar em mentiras. Nada tem de pr\u00e1tico e como neste s\u00e9culo o que vale \u00e9 a pr\u00e1tica, volto \u00e0 Filosofia e vou estudar metaf\u00edsica.<\/p>\n<p>Retornou ao quarto, tirou da estante um livro empoeirado e p\u00f4s-se a ler\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2013 Ela disse que dan\u00e7aria comigo se eu lhe levasse rosas vermelhas \u2013 exclamou o Estudante \u2013 mas estamos no inverno e n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica rosa no jardim\u2026 Por entre as folhas, do seu&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[41],"class_list":["post-852","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-oscar-wild"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/852","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=852"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/852\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":860,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/852\/revisions\/860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rubensbraz.com\/contos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}